Centenas de italianos despediram-se de Umberto Eco, que morreu na passada sexta-feira, aos 84 anos. As cerimónias fúnebres do filósofo e romancista decorreram esta terça-feira em Milão e foram transmitidas em direto pelo canal de televisão público, RAI.

Várias personalidades marcaram presença no funeral , incluindo os ministros da Educação e da Cultura, os autarcas de Milão e Turim e o ator e realizador Roberto Benigni.

Por vontade expressa do escritor, as cerimónias foram breves e laicas. O caixão, simples, de madeira e coberto com flores do campo, saiu da sua residência de Umberto Eco em direção ao pátio do Castelo Sforzesco. Ali, familiares, amigos e admiradores prestaram homenagem a um dos maiores “maestros da palavra” de Itália.

“É difícil falar de Umberto Eco, um maestro da palavra, uma figura tão importante para a cultura italiana”, declarou o amigo e editor das suas obras, Mario Andreose.

Emocionada, a ministra da Educação, Stefania Gannini, também falou num “maestro da palavra”, cuja lição perdurará para sempre.

“Eco é um símbolo do classicismo inovador. Perdemos um maestro, mas não perdemos a sua lição. Estimado professor, esta não é uma despedida.”

No final das cerimónias, o corpo do escritor foi cremado, longe dos olhares da imprensa.

Pensador, filósofo, ensaísta e romancista, Umberto Eco morreu em casa, na sexta-feira, aos 84 anos.

Alcançou o sucesso internacional com o romance "O Nome da Rosa", uma obra adaptada ao grande ecrã por Jean-Jacques Annaud. O seu último livro, intitulado "Número Zero", foi publicado no ano passado.

Mario Andreose anunciou no fim de semana que uma obra inédita do escritor será publicada em maio.