O ex-secretário-geral da ONU e Nobel da Paz Kofi Annan, que morreu a 18 de agosto aos 80 anos, será sepultado na quinta-feira no Gana, o seu país natal, num funeral de Estado.

As exéquias fúnebres começaram na terça-feira, com a câmara ardente instalada no Centro Internacional de Conferências da capital, Acra, e continuaram hoje com a presença de personalidades, líderes tradicionais e diplomatas.

As autoridades, que declararam três dias de luto nacional por aquele que será, provavelmente, o mais conhecido cidadão ganês, disseram ter organizado o funeral da forma mais simples possível, de acordo com os desejos do antigo secretário-geral das Nações Unidas.

Entre as personalidades que deverão estar presentes no funeral estão o atual secretário-geral da ONU, António Guterres, assim como presidentes de países africanos como o Zimbabué, Costa do Marfim, Libéria, Namíbia e Níger.

O vice-Presidente de Angola, Bornito de Sousa, representa o chefe de Estado angolano na cerimónia.

Kofi Annan foi o primeiro africano subsaariano a assumir o cargo de secretário-geral da ONU e esteve à frente das Nações Unidas num dos períodos mais turbulentos da organização, tendo cumprido dois mandatos como secretário-geral da ONU, entre 01 de janeiro de 1997 a 31 de dezembro de 2006.

Liderou a organização durante o conturbado período da Guerra no Iraque (2003-2011), antes de ver o seu registo manchado por acusações de corrupção no caso "petróleo por comida” para o Iraque, tendo sido posteriormente ilibado.

Kofi Atta Annan nasceu a 08 de abril de 1938, numa família de elite em Kumasi, Gana, filho de um governador provincial e neto de dois chefes tribais.