Gustavo Falcon foi acusado, em 1991, de pertencer a um grupo que traficou cerca de 75 toneladas de cocaína, no valor de mais de dois mil milhões de dólares, para os Estados Unidos. No entanto, ao contrário do seu irmão e de outro homem, que também lideravam o negócio, mas foram na altura presos e ainda cumprem longas penas, Gustavo conseguiu fugir às autoridades.

Esteve 26 anos em fuga, mas tudo acabou esta quarta-feira. As autoridades acreditavam que ele tinha fugido para Cuba ou para algum país na América do Sul, mas afinal estava logo ali.

“Ele era o último dos Cowboys da Cocaína”, disse o inspetor Barry Golden à CNN, referindo-se ao grupo conhecido por traficar grandes quantidades de droga em Miami nos anos 80.

A primeira pista surgiu em março, quando as autoridades descobriram que Gustavo Falcon usava uma carta de condução com um nome falso, na Flórida, desde 1997.

A partir dessa informação, descobriram que o traficante em fuga vivia numa propriedade alugada, num subúrbio de Orlando, desde 1999, com a mulher e os filhos.

Uma vasta equipa manteve a propriedade sob vigilância durante mais de um mês e, esta quarta-feira à tarde, surgiu finalmente a oportunidade por que tanto esperavam.

Nessa altura, os polícias que estavam de vigia viram um homem muito semelhante a Gustavo e a mulher a saírem da propriedade para um passeio de bicicleta.

Observaram-nos durante cerca de 40 minutos, confirmaram a identidade do fugitivo e detiveram-no num cruzamento perto da casa.

Gustavo começou por garantir que se tratava mesmo do homem cuja identidade falsa usou durante tantos anos, mas admitiu a verdade pouco depois e não resistiu à detenção.

“Foi um trabalho muito difícil e tivemos alguma sorte. Valeu a pena”, desabafou o mesmo inspetor.