Cansado de andar a monte, um homem condenado por furto em 1967 telefonou à polícia para se entregar.
 
Aos 66 anos, Clarence David Moore conseguiu fugir da cadeia por três vezes, em 1971, 1975 e 1976. Mas, no ano passado, não escapou a um AVC que lhe retirou parte das capacidades, ficando muito afetado da fala, por exemplo.
 
Apesar disso, o polícia de uma esquadra do Kentucky, nos Estados Unidos, que recebeu o telefonema de Moore começou por achar que tudo não passava de uma brincadeira. E a mulher que lhes abriu a porta, na morada indicada ao telefone, ficou incrédula com a notícia.
 
A viver naquele estado norte-americano desde 2009, nenhum dos vizinhos que conhecia Moore imaginava o seu passado, do qual contara vagamente histórias de uma vida errante entre navios mercantes.
 
Quando a polícia bateu à porta, Clarence David Moore, não estava. Tinha sido levado nessa manhã para o hospital. Quando a polícia o encontrou na cama de hospital, Moore começou a chorar.
 

“Ele parece ter 90 anos”, disse o xerife de Franklin County, Pat Melton, à Associated Press na quarta-feira.

 
Depois do tratamento médico, Moore foi levado sob custódia e irá agora cumprir a sua pena, talvez menor do que a doença a que foi condenado para o resto da vida.