Frazier Glenn Miller, também conhecido como Frazier Glenn Cross, 73 anos, antigo «grande dragão» da seita Ku Klux Klan, defensor acérrimo da supremacia branca, anti-semita convicto e homofóbico inveterado. É este o retrato do homem que, no último dia 13 de abril, matou a tiro um médico, o neto deste e uma mãe de três filhos, pelo simples facto de serem judeus.

Uma investigação da ABC News vem agora mostrar outro lado do homem que não gostava de negros, judeus e homossexuais. Frazier foi detido, nos anos 80, pela polícia da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, depois de ser apanhado em pleno ato sexual, no banco traseiro de um carro, com um prostituto negro, que estava vestido de mulher.

Frazier ajudou a fundar a Ordem dos Cavaleiros da Carolina do Norte do Ku Klux Klan e dirigiu a instituição durante a década de 80, altura em que foi detido e condenado por dirigir uma organização paramilitar. Em 1987, foi alvo de uma busca, por violar os termos da liberdade condicional e foi apanhado no Missouri, com um arsenal de meter medo.

A investigação da ABC concluiu ainda que Frazier foi protegido e informador do FBI. Em troca, deu informações preciosas de amigos seus nacionalistas.