François Hollande anunciou, esta segunda-feira, que a França vai acolher 24 mil refugiados nos próximos dois anos. Em conferência de imprensa, na capital francesa, o presidente francês propôs ainda a realização de uma conferência internacional sobre refugiados durante as próximas semanas.

“A Comissão Europeia vai propor a distribuição de 120 mil refugiados [entre os Estados-membros da UE] durante os próximos dois anos, o que representa para a França um total de 24 mil pessoas. Vamos fazê-lo”.


A Comissão Europeia e o presidente do executivo comunitário, Jean-Claude Juncker, vão propor na quarta-feira, dia 09 de setembro, no Parlamento Europeu o acolhimento de mais 120 mil refugiados pelos Estados-membros da UE ao longo dos próximos dois anos, de forma a responder ao elevado número de migrantes que não param de chegar ao espaço comunitário.

Segundo o El País, Alemanha, Espanha e França são os países que vão acolher uma parte considerável dos 120 mil refugiados. Já Portugal acolherá apenas três mil pessoas, ou seja, um décimo do número de refugiados que o país liderado por Angela Merkel vai receber.

Esta segunda-feira, Bruxelas assumiu que pretende  “assegurar uma rápida distribuição das pessoas afetadas pelos Estados de acolhimento”, por causa do estado de emergência em que se encontram Itália, Grécia e Hungria. Rápida distribuilão que poderá definir quotas obrigatórias.
 


 

França prepara-se para bombardear a Síria


François Hollande anunciou ainda que a França vai realizar voos de reconhecimento na Síria já esta terça-feira e está a considerar lançar ataques aéreos contra os militantes do Estado Islâmico no país.

"Temos provas de que estão a ser preparados ataques contra vários países, entre os quais a França. A minha responsabilidade é assegurar de que estamos o mais possível informados sobre as ameaças ao nosso país... por isso pedi ao Ministro da Defesa que amanhã [terça-feira] comecem os voos de reconhecimento sobre a Síria, o que nos permitirá considerar os ataques aéreos contra o Estado Islâmico", afirmou Hollande, que até agora se tinha oposto a bombardeamentos em território sírio, apesar de participar na coligação internacional que combate os terroristas do Estado Islâmico.


Numa conferência de imprensa que se realizou hoje no Palácio do Eliseu, Hollande descartou uma intervenção militar terrestre na Síria, considerando-a "inconsequente" e "irrealista".

Também a Alemanha, que assiste a uma entrada recorde de migrantes, vai desbloquear seis mil milhões de euros suplementares para responder aos pedidos de asilo de refugiados em 2016, anunciou hoje a coligação no poder.

“O Governo federal vai aumentar o seu orçamento para 2016 em três mil milhões de euros para lidar com a situação dos refugiados e requerentes de asilo, e os governos regionais e autoridades locais vão disponibilizar outros três mil milhões de euros”, disse a coligação alemã CDU e SPD, em comunicado.


A Alemanha espera receber este ano um número recorde de 800.000 requerentes de asilo.