O ex-comandante do «Concordia», cujo naufrágio causou 32 mortos há três anos, ao largo de Itália, disse hoje ser vítima de uma «perseguição mediática», antes de se desfazer em lágrimas perante o tribunal que o julga.

«Ser perseguido durante três anos pelos media torna difícil definir como vida aquilo por que estou a passar», afirmou Francesco Schettino, de 54 anos, numa declaração ao tribunal lida no final do processo.

Os media e a acusação responsabilizaram totalmente o ex-comandante pelo naufrágio «sem respeito pela verdade e pela memória das vítimas», afirmou, pouco antes de começar a chorar e interromper a sua declaração.

O Ministério Público italiano pediu na segunda-feira 26 anos e três meses de prisão para Francesco Schettino, ex-comandante do «Costa Concordia», que há três anos naufragou junto à costa de Itália, deixando 32 mortos.