O polícia assassinado no ataque em Paris de quinta-feira chamava-se Xavier Jugelé, tinha 37 anos e era um ativista dos direitos dos homossexuais. A história deste agente policial com terroristas já era antiga: Xavier Jugelé foi dos primeiros polícias a chegar à sala parisiense de concertos Bataclan na noite em que três bombistas suicidas interromperam um espetáculo e mataram 90 pessoas, a 13 de novembro de 2015.

Xavier Jugelé, nascido em 1979, era natural de Bourges. O pai tinha estado nas Forças Armadas e ele era polícia da Gendarmerie desde 2010. Em maio ia juntar-se à Judiciária francesa.

O polícia vivia em união de facto com o companheiro e era um ativista dos direitos da comunidade LGBT - Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais, Transgéneros.

Mas esta quinta-feira à noite, um novo ataque abalou Paris e o polícia foi uma das vítimas. Jugelé estava num carro da Gendarmerie nos Campos Elísios, uma das avenidas principais de Paris, quando um homem começou a disparar contra si e outros dois agentes. Não resistiu aos ferimentos e acabou por morrer. Foi vítima de mais um ataque reivindicado pelo Estado Islâmico na capital francesa.

Ele que já tinha vivido os ataques terroristas, também perpetrados pelo Estado Islâmico, em novembro de 2015, que provocaram 137 mortos. Jugelé foi um dos agentes que, na altura, respondeu ao alerta para o massacre no Bataclan.

Esta sexta-feira, o policia foi homenageado por familiares e amigos. Quem o conhecia, descreve-o como "um homem simples", que "gostava do seu trabalho" e que era empenhado na defesa da causa LGBT.

Era um homem simples, que adorava o seu trabalho e que estava realmente comprometido com a causa LGBT”, recorda Mikael Bucheron, o presidente da associação Flag, uma associação francesa de defesa dos direitos LGBT

 A associação assinalou a morte de Xavier Jugelé nas redes sociais. 

O atirador que matou Xavier Jugelé e feriu outros dois polícias já foi identificado pela polícia. As autoridades ainda não confirmaram a sua identidade, mas a imprensa francesa já avançou várias informações sobre o indivíduo.

O jornal Le Monde escreve que se trata de Karim Cheurfi, um homem de 39 anos que vivia nos subúrbios de Paris e que é descrito como um "indivíduo extremamente perigoso e violento" por fonte da polícia.

Karim era conhecido das autoridades e já tinha sido acusado de três tentativas de homicídio por atos contra agentes da autoridade.