Quase metade (47%) dos jihadistas europeus que se juntaram ao Estado Islâmico na Síria e no Iraque são franceses. A conclusão é de um estudo apresentado pelo senador francês Jean-Pierre Sueur esta quarta-feira.

«Os serviços da Direção Central da Segurança Interna seguem atualmente mais de 3000 pessoas suspeitas de envolvimento com as redes jihadistas, o que significa um aumento de 24% relativamente a novembro de 2014», afirmou Jean-Pierre Sueur.


O estudo «As redes jihadistas em França e na Europa»  destaca que o número de jihadistas de nacionalidade francesa aumentou 84% em relação a janeiro do ano passado.

São cerca de 1432 os cidadãos franceses que se juntaram à jihad, sendo que 413 estão efetivamente nas zonas de combate e destes 119 são mulheres.


Cerca de 261 já terão deixado as zonas controladas pelos radicais e destes 200 regressaram a França. Perto de 85 foram mortos no terreno

Ainda segundo o senador Jean-Pierre Sueur, 152 cidadãos com uma ideologia islâmica radical estão atualmente detidos em França por «envolvimento com uma organização terrorista».

Perante estes números, Sueur sublinhou a necessidade de implementar «programas de formação escolar» para a utilização de conteúdos na Internet.  

Recorde-se que em janeiro França sofreu três ataques terroristas perpetrados por islamitas radicais em Paris. A tragédia começou com a chacina ao jornal satírico «Charlie Hebdo».

Desde então, o Governo francês tem reforçado as medidas de segurança, nomeadamente no acesso a sites que promovam a jihad, e realizado operações de combate à presença de terroristas no país.