A Assembleia Nacional votou na quinta-feira a proibição de contratação de familiares dos deputados franceses, uma prática que causou polémica na última eleição presidencial, marcada pela contratação da mulher do candidato François Fillon.

A mulher do candidato da direita às presidenciais, bem como os seus filhos, são suspeitos de terem beneficiado de empregos fictícios, tendo sido remunerados como assistentes parlamentares.

Este caso, revelado no fim de janeiro pelo semanário Canard Enchaîné, prejudicou a campanha de François Fillon, que partiu para a corrida eleitoral como favorito, mas acabaria por ser eliminado na primeira volta do escrutínio presidencial (20,1% dos votos).

A medida era uma promessa eleitoral de Emmanuel Macron, que venceu as eleições de maio.