Os Ministérios da Justiça e da Defesa de França vão ter de pagar multas por não terem respeitado uma lei de 2012 que fixa uma percentagem mínima de mulheres nas novas contratações para cargos dirigentes, noticia o Le Monde.

A Justiça deverá pagar 60.000 euros e a Defesa 120.000.

A lei da igualdade de março de 2012, designada lei Sauvadet, visa corrigir o desequilíbrio entre o número de mulheres empregadas na função pública, cerca de 62%, e as que estão em cargos dirigentes, à época pouco mais de 20%, estabelecendo quotas progressivas até 2017, ano em que pelo menos 40% das primeiras nomeações seriam de mulheres.

Em 2016, 34,9% dos cargos dirigentes da administração pública francesa eram ocupados por mulheres e 35% das pessoas nomeadas pela primeira vez eram mulheres.

O Le Monde publica também hoje um artigo em que aponta a falta de paridade do governo do presidente Emmanuel Macron que, na campanha e após a eleição, anunciou que formaria um governo paritário.

O jornal escreve que, segundo o Journal Officiel, o equivalente francês do Diário da República português, o executivo de França é composto por 53 pessoas, apenas 17 das quais são mulheres.