A líder da Frente Nacional (extrema-direita francesa), Marine Le Pen, foi esta quinta-feira acusada da “divulgação de imagens violentas" associadas ao grupo extremista Estado Islâmico (EI) nas redes sociais.

A acusação foi formalizada por um juiz de Nanterre, nos arredores da capital de França, Paris.

Caso exista um julgamento e uma condenação, Le Pen poderá incorrer numa pena de até três anos de prisão e uma multa de 75 mil euros.

As imagens em questão foram publicadas a 16 de dezembro de 2015 na rede social Twitter.

A ex-candidata presidencial francesa publicou então no Twitter fotos relacionadas com a propaganda do EI, em resposta a um jornalista do canal privado BFMTV-RMC que, segundo acusou Le Pen, tinha “feito um paralelo” entre a organização ‘jihadista’ e a Frente Nacional.

Na altura da publicação, Marine Le Pen assumia o cargo de eurodeputada.

A pedido da justiça francesa, o Parlamento Europeu levantou a imunidade parlamentar de Le Pen em março de 2017.

Estou a ser acusada por ter denunciado o horror do Daesh [acrónimo árabe do grupo extremista Estado Islâmico]. Em outros países, valer-me-ia uma medalha”, reagiu a presidente da Frente Nacional, em declarações à agência noticiosa francesa France-Presse (AFP).

A perseguição política não tem mais o limite da decência", acrescentou a política.

Em janeiro passado, outro nome dos quadros da Frente Nacional, o deputado Gilbert Collard, foi acusado pela justiça francesa pelos mesmos motivos.