A justiça francesa pediu no final de março ao Parlamento Europeu para retirar a imunidade a Marine Le Pen, visada numa investigação sobre alegados “empregos fictícios” de assistentes parlamentares do partido Frente Nacional, noticiou a AFP citando fonte judiciária.

A candidata do partido de extrema-direita Frente Nacional às presidenciais francesas tinha em 10 de março recusado a convocatória para comparecer perante um juiz no âmbito da investigação das suspeitas de “empregos fictícios” no Parlamento Europeu, tendo na altura invocado a respetiva imunidade e denunciado uma “operação política”.

Os juízes investigam se Marine Le Pen e outros deputados europeus do mesmo partido pagaram com dinheiro do Parlamento Europeu a assistentes parlamentares que, na realidade, trabalhavam para a Frente Nacional.

Em março o Parlamento Europeu tinha aprovado o levantamento da imunidade parlamentar à líder da Frente Nacional para permitir que respondesse perante a justiça francesa por ter divulgado no Twitter fotografias violentas do Estado Islâmico. 

Marine Le Pen garantiu que a sua intenção era denunciar o Estado Islâmico e não fazer propaganda dos seus actos, acusando a justiça francesa de conduzir "um processo político".