O fundador do partido de extrema-direita francês Jean-Marie Le Pen considerou hoje que a sua filha, Marine, atualmente presidente da Frente Nacional (FN), está em vias de «dinamitar» a sua própria formação ao pedir a sua demissão.

A guerra aberta entre Jean-Marie Le Pen, presidente honorário da FN, e a sua filha, iniciou-se há dias, depois de recentes propostas do fundador do partido terem sido qualificadas de «provocações» e de «suicídio político» por Marine.

A líder da Frente Nacional francesa criticou fortemente o pai, na passada quarta-feira, por declarações antissemitas e assegurou que se vai opor a que seja candidato nas próximas eleições.

«A senhora Le Pen está em vias de dinamitar a sua própria formação (…). Não sou eu, é ela quem se está a matar, é ela que está a dar um tiro no pé», disse à rádio RTL, mostrando-se «perplexo» com os comentários da filha.

Desde que assumiu a liderança do partido, em 2011, Marine Le Pen afastou-se da linha mais radical seguida pelo pai numa tentativa de aumentar a influência do partido entre os eleitores.

Sob a sua liderança, a FN foi o partido mais votado nas eleições europeias de 2014 e obteve um quarto dos votos nas eleições locais de março de 2015.