Jérôme Hamon, francês de 43 anos, sofre de uma doença genética grave que o obrigou a precisar de fazer dois transplantes no rosto. O primeiro, embora bem sucedido, acabou por ser rejeitado pelo corpo, obrigando-o a submeter-se a uma segunda intervenção cirúgica. Agora, três meses depois da sua mais recente operação, o homem falou à imprensa e garante estar bem. 

Jérôme Hamon sofre de neurofibromatose tipo 1, uma condição genética que provoca tumores na cara. Recebeu o primeiro transplante em 2010, mas apesar da operação ter corrido bem, cinco anos mais tarde apanhou uma conStipação e teve de tomar medicamentos que acabaram por ser incompatíveis com o tratamento imunossupressor que estava a receber para evitar a rejeição do transplante. 

Os primeiros sinais surgiram em 2016, pelo que em novembro do ano passado o rosto teve de ser removido, já que o corpo estava a rejeitar o transplante e a entrar em estado de necrose. 

De acordo com a BBC, o homem esteve internado no hospital de Paris durante dois meses. Jérôme Hamon viveu sem rosto todo esse tempo. Ficou sem conseguir ver, falar e ouvir até janeiro, altura em que apareceu um novo dador de rostos, um jovem de 22 anos. 

A intervenção durou uma hora e foi feita pelo mesmo médico que o operou a primeira vez, Laurent Lantieri, especialista em transplantes faciais. 

Hoje sabemos que um segundo transplante é viável", garantiu o médico à imprensa francesa, citada pela BBC

Conhecido como "o homem das três caras", Jérôme Hamon é a única pessoa no mundo a receber dois transplantes faciais. Depois da intervenção, confessou à France-Presse que sentia-se bem e confiante com a recuperação. 

"Se eu tivesse rejeitado este novo rosto, teria sido terrível. É uma questão de identidade...Mas cá estamos nós".