O presidente francês, François Hollande, confortou esta terça-feira a mãe de Clarissa Jean-Philippe, uma dos três polícias mortos nos atentados da semana passada em Paris, na homenagem aos três agentes.
A cerimónia teve lugar na praça da prefeitura de polícia da capital francesa, onde, depois de se ouvir a Marselhesa, o chefe de Estado cumprimentou as famílias das vítimas.
 
 
Altas figuras do Estado prestaram tributo aos agentes e o primeiro-ministro, Manuel Valls, ficou até com lágrimas nos olhos.

Franck Brinsolaro, de 49 anos, e o agente muçulmano Ahmed Merabet, de 40, foram mortos pelos irmãos Kouachi, na quarta-feira, dia do ataque ao jornal satírico «Charlie Hebdo».

Já Clarissa Jean-Philippe, de apenas 26 anos, foi morta no dia seguinte por Amedy Coulibaly, em Montrouge, no sul de Paris, antes de atacar um supermercado judaico e ser abatido pela polícia. No discurso de homenagem, o presidente elogiou a coragem das forças de segurança, cobrindo os três caixões com a bandeira francesa e distinguindo postumamente os agentes mortos com a medalha da Ordem da Legião de Honra, a mais alta condecoração do país.

«Clarissa, Franck e Ahmed morreram para que possamos viver livres», «três policiais que ilustram o que é o profissionalismo, a devoção e o apego aos valores que fundam nossa República», afirmou Hollande.

«Esta mulher, estes homens, partilhavam uma vontade, a de proteger seus concidadãos. Partilhavam um ideal, o de servir à República», afirmou Hollande sublinhando que jamais a mais a nação francesa se irá vergar perante a ameaça islâmica.

Também em Jerusalém foi dia de homenagem, sob o olhar atento do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.
 
Acompanhados por milhares de pessoas, os corpos de quatro judeus franceses assassinados na sexta-feira num ataque a um supermercado judaico em Paris foram sepultados no cemitério de Har Hamenuhot.