Os sindicatos franceses foram autorizados a manifestarem-se em Paris, na quinta-feira, anunciou o secretário-geral da CGT, Philippe Martinez, após uma reunião de emergência com o Governo, de acordo com a agência Reuters.

Trata-se de um volte-face na proibição anunciada horas antes pela Prefeitura de Paris e que estava a ser muito criticada, não só pelos sindicatos como pelo próprio Partido Socialista, que está no poder.

O Governo francês tinha proibido, nesta quarta-feira, a manifestação sindical contra a reforma da legislação laboral marcada para quinta-feira em Paris, argumentando que pretende evitar a repetição de atos de violência, e depois de sete estruturas sindicais terem recusado a proposta das autoridades, que pretendiam uma concentração sem a realização de um desfile de protesto pelas ruas da capital.

A confirmar-se, seria a primeira vez, desde 1958, que uma manifestação organizada por sindicatos era proibida.

“Considero que não há outra escolha a não ser a interdição da manifestação”, disse, anteriormente, o representante da Prefeitura de Paris, através de comunicado.

Desde março que os sindicatos contestam o projeto de reforma da lei laboral, que, alegam, vai transformar o desemprego em França num “problema endémico”.

Algumas dessas manifestações foram marcadas por confrontos com a polícia.

A proibição da manifestação de quinta-feira agitou a atualidade nacional, com mais de 130 mil pessoas a assinar nas últimas horas a petição online “Eu não vou respeitar a proibição de me manifestar”.

Além do protesto marcado para esta quinta-feira está já agendado um outro para a próxima terça-feira, dia 28, também em Paris.