O francês Frédéric Desnard processou a empresa onde trabalhava alegando que o seu trabalho era “demasiado chato”.

Em declarações ao jornal francês Le Monde, este homem de 44 anos conta que a sua ex-empresa, ligada ao setor da perfumaria, tencionava chateá-lo “até à morte” para que ele se demitisse sem que lhe fosse paga qualquer indemnização.  

Eu tinha vergonha de ser pago para não fazer nada”, disse o francês, que descreveu os últimos quatro anos como um “inferno” e um “pesadelo”, que levaram a “epilepsia, úlceras, problemas de sono e depressão”.

Frédéric exige, agora, ser indemnizado em cerca de 350 mil euros, por danos na saúde mental e física e pelo “tédio” alegadamente causado, quando foi despromovido de uma posição de gestão para um cargo com tarefas “mais simples”, onde permaneceu durante quatro anos.

Neste período de tempo, o francês ganhou quase 79 mil euros por ano, ordenado que lhe era pago para não fazer nada. Ao fim de quatro anos, um acidente de carro afastou Frédéric da empresa durante meio ano e a empresa acabou por demiti-lo alegando que a sua ausência prolongada interrompeu o processo de trabalho.

O resultado do processo deverá ser conhecido a 27 de julho, de acordo com a imprensa francesa.