Julian Assange pediu asilo ao presidente francês, François Hollande. O fundador do WikiLeaks está refugiado na embaixada do Equador, em Londres, desde 2012, para evitar a extradição para Suécia, por causa de alegados crimes sexuais. 

"Senhor Hollande, receba-me em França", pede Assange ao chefe de Estado francês, numa extensa carta publicada no jornal "Le Monde", esta sexta-feira, dia em que o ativista faz 44 anos.

 

No entanto, o gabinete da Presidência francesa apressou-se a rejeitar este pedido.
 

“Uma análise profunda mostrou que, tendo em conta os elementos legais e materiais da situação do senhor Assange, França não pode conceder o seu pedido. A situação dele não apresenta nenhum perigo imediato. Além disso, ele é visado por um mandado de prisão europeu.”


Este pedido surge depois do WikiLeaks ter revelado informações que indicam que os serviços secretos dos EUA espiaram três presidentes franceses. 
 

Assange sublinha que acolhê-lo seria um "gesto humanitário" por parte de França. "Sou um jornalista que tem sido perseguido e ameaçado de morte por parte das autoridades dos EUA por causa da minha atividade profissional", salienta.


"Nunca fui formalmente acusado de qualquer ofensa ou crime comum, seja onde for no mundo, incluindo a Suécia ou no Reino Unido", indica ainda Assange.