O Presidente da República francesa decretou um dia de luto nacional, na quinta-feira, em memória das vítimas do ataque terrorista ao jornal satírico «Charlie Hebdo», em Paris, que provocou esta quarta-feira 12 mortos e oito feridos. As bandeiras nacionais ficarão a meia-haste durante três dias.

«Hoje a França foi atacada no seu coração, em Paris». Assim começou o discurso de François Hollande ao país. Um ataque, disse o Presidente, aos valores que a França tem vindo a defender ao longo de gerações. 


Na segunda declaração proferida esta quarta-feira, desta vez a partir do Palácio do Eliseu, François Hollande prometeu que a França vai responder à altura ao atentado. O chefe de Estado sublinhou que a resposta ao extremismo deve ser a paz e a tolerância, mas garantiu ao mesmo tempo que tudo será feito para capturar os autores deste crime. 

«Devemos responder aos autores deste crime que nos choca, em primeiro lugar procurando sem tréguas os autores desta infâmia e fazer tudo para que não voltem a atacar. Depois vamos julgá-los e puni-los da forma mais severa possível. Tudo será feito para os capturar», avisou.


François Hollande prometeu também defender a tradição de liberdade de imprensa no país. 

«Hoje toda a república foi agredida. A república é a liberdade de expressão, a cultura, a criação, o pluralismo, a democracia. Tudo isso foi hoje atingido por estes assassinos. É o ideal de justiça e paz que a França leva a todos na cena internacional que foi atingido. Essa mesma mensagem de paz e tolerância que defendemos também através dos nossos militares na luta contra o terrorismo e o fundamentalismo», afirmou. 


O chefe de Estado prometeu que a França não se vai render ao terrorismo e que a liberdade será sempre salvaguardada. Por fim, o Presidente francês apelou à união de todos.

«Devemos ser nós mesmos. Sabendo que a nossa melhor arma é a nossa unidade. A união de todos os nossos concidadãos face a esta enorme provação. Que nada nos divida, oponha e separe. A liberdade será sempre mais forte do que a barbárie», garantiu.

«Juntemo-nos! Essa é a nossa resposta. Nada nos poderá vergar e viva a França!», concluiu.