
Uma francesa que usa um véu islâmico no rosto, desrespeitando assim a lei nacional, anunciou esta quinta-feira que quer concorrer às eleições presidenciais do próximo ano.
Kenza Drider, de 32 anos, anunciou a sua candidatura em Meaux, uma cidade a leste de Paris, cujo presidente da Câmara é Jean-Francois Cope, o líder conservador e aliado do presidente francês Nicolas Sarkozy.
«Tenho a ambição de ajudar todas as mulheres que são alvo de estigmatização ou discriminação social, económica ou polícia», disse Drider, de acordo com a AFP.
O anúncio ocorreu no mesmo dia em que um tribunal francês de Meaux multou duas mulheres que se recusaram a retirar os véus.
Estas três mulheres fazem parte de um cada vez maior número de mulheres que criticam a lei que vigora em França desde Abril e proíbe o uso em público do véu islâmico. Querem provar que a medida viola os direitos fundamentais e que as mulheres que escondem o rosto o fazem por liberdade e não por submissão.
Os estudos revelam que a maioria das francesas apoia a proibição do uso do véu, que, de acordo com as autoridades, afecta menos de 2 mil mulheres que usavam véu antes da proibição.