Por: Redacção / PB | 26- 8- 2010 14: 0
Depois de conseguir o apoio de Itália, França vai tentar convencer outros países da Europa a expulsar os ciganos. Paris
decidiu organizar uma cimeira sobre imigração a 6 de Setembro. Os convites incluem os ministros da Administração Interna da
Alemanha, Itália, Espanha e Reino Unido, de acordo com o Telegraph.
A ideia de França é conseguir uma posição comum
em relação à expulsão sem barreiras de imigrantes que não se consigam sustentar.
França já repatriou cerca de 200
ciganos para a Roménia durante este mês. Uma atitude criticada pela Igreja Católica e pelos partidos de esquerda e centro-direita.
Representantes
ciganos já condenaram este encontro entre ministros europeus, defendendo que esta é uma forma mal disfarçada para atingir
a comunidade cigana, e dizem estar «preocupados».
«Os convidados não têm autoridade para limitar o direito de
livre circulação na União Europeia ou de apoiar qualquer movimento unilateral italiano para limitar o acesso à livre circulação»,
defende Robert Kushen, director executivo do European Roma Rights Center.
França pede que Comissão Europeia obrigue
Roménia a reintegrar população cigana
França pediu entretanto à Comissão Europeia que obrigue a Roménia a responsabilizar-se
pela integração da população cigana, segundo o El País.
Numa carta enviada a Durão Barroso, chefe da Comissão Europeia,
o primeiro-ministro francês, François Fillon, exige que a União Europeia tome medidas para se assegurar que os 4.000 milhões
de euros de fundos europeus que a Roménia recebe todos os anos sejam utilizados devidamente.
Mais de 70 por
cento dos franceses contra a reeleição de Sarkozy
Numa altura em que Nicolas Sarkozy tem sido fortemente criticado
pela expulsão de ciganos de França, uma sondagem publicada quarta-feira revelou que 72 por cento dos franceses não desejam
que o presidente volte a candidatar-se à presidência em 2012, de acordo com a AFP.
A percentagem dos franceses que
não querem a reeleição de Sarkozy aumentou quatro pontos em relação a Março (62% contra 58%), segundo uma pesquisa realizada
pelo instituto Ipsos para a revista Le Point.
Uma outra sondagem da revista Le Nouvel Observateur revela que Sarkozy
seria amplamente derrotado na segunda volta das eleições presidencial de 2012 pelos socialistas.
O actual director
do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, derrotaria Sarkozy com 59% dos votos, contra 41%, enquanto
a secretária-geral do Partido Socialista, Martine Aubry, venceria com 53% contra 47%.
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