Andrés Wertheim estava num museu em Amesterdão quando reparou que a maioria das pessoas passava pelos quadros sem lhes dar a devida atenção. Wertheim tirou fotografias em vários museus da Europa, e também em Buenos Aires, utilizando a técnica de dupla exposição e intitulando-as de «Os fantasmas do museu».
 
«Com esta série pretendo entrelaçar o passado com o presente na câmara através de uma dupla exposição. Às vezes pego nos visitantes e tento situá-los dentro de um quadro como uma presença fantasmagórica. Outras vezes procuro dar vida aos personagens dos quadros, situando-os no meio do público», contou o fotógrafo à TVI24.
 
Andrés admite que enquanto trabalha pensa no que se estará a passar na mente dos visitantes e quais as histórias que surgem nos seus inconscientes ao observarem obras de arte. Mas também imagina no que pensariam as personagens, pintadas nos quadros, se pudessem ver o público através das telas.
 
O fotógrafo começou este trabalho em 2012 e esteve nos seguintes museus: Kunsthistorisches Museum (Viena), Rijksmuseum (Amesterdão), Louvre (Paris), Museo Nacional de Bellas Artes (Buenos Aires), Malba (Buenos Aires), Museo de Tigre (Argentina) e Staedel Museum (Frankfurt).
 
«Ainda não terminei, é um ‘work in progress’, uma vez que este tema me fascina e penso desenvolve-lo. Neste momento estou a editar fotografias novas que acabo de realizar na Rússia, Berlim, Turquia e Munique», explicou o argentino.
 
Andrés Wertheim nasceu em 1962, em Buenos Aires, na Argentina. Estudou fotografia com Horacio Coppola, fotógrafo e cineasta argentino, que o convidou a juntar-se ao grupo Imagema.