Um jornalista brasileiro morreu na sequência de um acidente num escorrega de um parque aquático.

Ricardo Hilário da Silva, de 43 anos, estava com mais três pessoas num escorrega e, quando o grupo fez uma das curvas do divertimento, a bóia acabou por subir mais alto do que o normal e o jornalista acabou por bater com a cabeça numa parte do escorrega.

O incidente aconteceu esta segunda-feira, no Beach Park, na cidade de Fortaleza, no Brasil. 

Um das pessoas que acompanhou Ricardo na atração "Vainkará" contou à Globo como se sentiu e como tudo aconteceu: "Foi um desespero enorme. Tentámos tudo para o ajudar. A minha namorada (que também estava na bóia) também bateu com o peito e o braço e ainda tem dificuldades a respirar.", contou Mateus Sena, que esteve no incidente.  

Na bóia estavam então Ricardo Hilário da Silva, Mateus Sena e a namorada, Michele Laverde, e outro turista, Tarcísio Pontes.

Ainda não se sabe o que poderá ter causado o acidente, mas o parque já veio dizer em comunicado que as investigações já estão em curso. Na mesma nota pode ler-se que o parque aquático esteve fechado durante o dia de hoje e até estarem concluídas as investigações sobre o incidente a atração 'Vainkará' também estará encerrada.

No comunicado pode ler-se: "A equipa de segurança aquática realizou o atendimento de forma imediata, mas infelizmente o visitante acabou por morrer. O Beach Park lamenta profundamente o que aconteceu e, neste momento, estamos apoiar a família."

Mateus Sena já confessou também que se sentiu inseguro noutras atrações que tinha andado neste parque.

Andámos no 'Vaikuntudo'  e sentimos que era um perigo, mas também sentimos adrenalina e, por isso, decidimos andar na mesma no 'Vainkará'."

Mateus, que saiu ileso do acidente, contou ainda que só conheceu o jornalista na entrada da atração, uma vez que são precisas quatro pessoas para estarem autorizados a andar na bóia. 

Sofri mais emocionalmente, mas a minha namorada ainda tem dores no braço e no peito. Ela não para de chorar", desabafou Sena à Globo.  

Em declarações à Globo, Mateus acusou o parque aquático de má prestação de serviços de socorro, uma vez que apenas Ricardo foi socorrido no momento do acidente. E acrescentou ainda que a família da vítima mortal esteve 30 minutos sem saber o que teria então acontecido. 

O turista denunciou ainda a possível causa do acidente: peso acima do que era permitido. No local do embarque estava colocada uma placa onde se pode ler que a soma do peso das quatro pessoas não pode ultrapassar os 320 kg. 

Tínhamos pessoas de grande porte físico e, na hora de andar na bóia, não avaliaram isso. E também não fomos alertados sobre este risco", afirmou Mateus Sena.