Clarence Blackmon, de 81 anos de idade, ligou para a linha de emergência, na passada quinta-feira a pedir comida. Segundo escreve o "The Independent", o idoso disse que não tinha comida em casa e que não era capaz de sair de casa para ir comprar. A técnica que atendeu a chamada foi à sua residência, levou comida e algumas compras.

Clarence Blackmon sofre de cancro, já em estado muito avançado, e tinha recebido alta do Hospital de Fayetteville, no Norte da Califórnia, na terça-feira. Esteve meses internado a receber tratamentos. De acordo com a "ABC News", quando voltou a casa não tinha nada para comer, nem família próxima para o ajudar. 

Incapacitado e com fome, Blackmon acabou por ligar para o 911 (correspondente ao 112 em Portugal) e perguntou se alguém lhe podia comprar alguma coisa para comer.

"O que preciso é de alguém que vá ao supermercado e me compre alguma comida porque preciso de comer alguma coisa. O que pode fazer para me ajudar? Eu não posso fazer nada. Não posso ir a lado nenhum. Não posso sair desta maldita cadeira”, disse Blackmon à operadora.


Uma hora e meia depois, Marilyn Hinson, a mulher que atendeu a chamada, chegou a casa do idoso, carregada com sacos de mantimentos, que a polícia ajudou a transportar e rapidamente lhe fez uma sandes de presunto. 

“Ele estava com fome. Eu tive fome. Não há muita gente que possa dizer isso, mas eu posso e não suporto ver ninguém com fome”, afirmou Hinson. 


O homem, que irá receber visitas de uma enfermeira duas vezes por semana, descreve a operadora como uma pessoa "maravilhosa" e acrescenta:

"Somos pequenas pessoas que precisam de uma mãozinha de vez enquanto. Na maioria das vezes, passamos despercebidos, mas continuamos aqui".


Contactado hoje pela "ABC", Clarence Blackmon conta que o telefone ainda não parou de tocar desde que a história se tornou pública. 

“Os meus armários estão cheios. Nunca tive tanta prosperidade. Simplesmente, estes são presente maravilhoso. Se eu tentasse consumir tudo o que tenho na minha cozinha agora, o que está nos meus armários, demoraria mais de um ano.”


Antoine Kincade, polícia de Fayetteville, conta que a esquadra tem sido inundada com chamadas de pessoas a perguntar como podem ajudar.

“As pessoas estão a ligar-nos diretamente, ligam para o nosso atendimento de chamadas, basicamente dizem: ’Como posso ajudar o senhor Blackmon.’”