Mais de uma centena de efetivos e sete meios aéreos juntaram-se esta segunda-feira de manhã às equipas de combate ao incêndio de grandes dimensões que lavra em Moguer, na zona de Huelva, sul de Espanha. O fogo, que já obrigou a retirar cerca de 2.000 pessoas, continua com duas frentes ativas.

De acordo com as autoridades locais, o número de aviões e helicópteros de combate a incêndios pode vir a aumentar nas próximas horas.

No local, envolvidos no combate às chamas, encontram-se 244 militares da Unidade Militar de Emergência, um contingente que “permitiu manter o trabalho em linha de duas secções”, de 100 efetivos, durante as últimas 24 horas, apoiadas por 12 autotanques.

O incêndio, que alcançou o parque natural de Doñana, declarado Património da Humanidade e Reserva da Biosfera pela UNESCO, continua a ter duas frentes ativas.

As autoridades têm tido um discurso prudente. Os responsáveis acreditam que as perspetivas de evolução do fogo "são boas" e esperam poder ter o fogo controlado ao longo do dia. 

O fogo ficou descontrolado durante o fim de semana e, no domingo, cerca de 50 mil pessoas ficaram isoladas na localidade de Matalascañas devido ao corte de várias estradas. As principais estradas já foram, entretanto, reabertas ao trânsito, nesta segunda-feira.

Segundo o jornal El País, os especialistas espanhóis acreditam que o fogo não teve origem em causas naturais.