A Ucrânia viveu, esta sexta-feira, o dia de violência mais mortífera desde o derrube do presidente Yanukovitch há mais de dois meses. Mais de 30 pessoas morreram em Odessa no incêndio de um prédio, que foi ateado durante confrontos entre separatistas pró-russos e nacionalistas ucranianos.

Um grupo de pró-russos com capacetes, armas de fogo, matracas, correntes e explosivos atacou uma manifestação pró-Kiev em Odessa, cerca de 1500 pessoas, a maior parte dos quais adeptos de clubes de futebol locais e de Kharkov, diz a AFP.

Os manifestantes responderam violentamente e incendiaram o edifício onde se barricaram os pró-russos. De acordo com os números divulgados pelo Ministério ucraniano da Administração Interna, morreram 35 pessoas, a maioria intoxicadas pelo fumo e outras por se terem atirado da janela do prédio para escaparem ao fogo. Ainda antes do incêndio, quatro pessoas tinham morrido nos confrontos, algumas delas mortas a tiro.

Odessa é uma cidade junto ao mar Negro e na fronteira com a Moldávia. Fica longe de Slaviansk, a cidade do Leste do país onde na semana passada foram capturados observadores da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) e que o exército ucraniano começou a tentar recuperar. As tropas ucranianas encontraram uma pesada resistência em Slaviansk: dois helicópteros foram abatidos por armamento antiaéreo. O balanço final foi de cinco mortos, com vítimas entre os pró-russos.