Três refugiados foram detidos na noite da passagem de ano em Helsínquia, na Finlândia, suspeitos de agressões sexuais a mulheres na estação ferroviária central da cidade.

A polícia finlandesa confirmou à AFP, esta sexta-feira, que tinha sido avisada sobre possíveis ações concertadas de grupos de alegados refugiados com vista a atacarem mulheres na noite de Ano Novo. A segurança em Helsínquia foi, por isso, reforçada. Os seguranças contratados disseram que houve "agressões sexuais generalizadas" na praça central, onde 20.000 pessoas se reuniram para dar as boas-vindas a 2016.
 

"Nunca houve este tipo de assédio em passagens de ano ou em outras ocasiões. É um fenómeno completamente novo em Helsínquia", disse o porta-voz da polícia à AFP.


As autoridades finlandesas acrescentaram que uma dezena de refugiados são suspeitos de violações sexuais relatadas no país em 2015.

A AFP recorda que a Finlândia, com menos de cinco milhões e meio de habitantes, recebeu, em 2015, 32 mil pedidos de asilo, principalmente de cidadãos iraquianos. Esse número foi dez superior ao verificado em 2014.

Mesmo assim, a polícia finlandesa afirmou que não vê ligação com os incidentes em  Colónia, na Alemanha.

Nesta cidade alemã, mais de 120 mulheres denunciaram ter sido assediadas e roubadas por homens "de origem árabe ou do norte da África" durante as comemorações da passagem de ano. Em  Zurique, na Suíça, a polícia também investiga casos semelhantes.

O ministério do Interior alemão anunciou, esta sexta-feira, que 18 dos 29 detidos por suspeitas de agressão sexual na noite de Ano Novo, em Colónia, têm pedidos de asilo pendentes, de acordo com a informação da Reuters.