Uma pessoa morreu e sete outras foram dadas como desaparecidas, esta segunda-feira, após a chegada à China do Haiyan, tufão que causou milhares de mortos nas Filipinas e graves danos no Vietname e em Taiwan, informou a Xinhua.

De acordo com a agência oficial chinesa, os sete desaparecidos formam parte da tripulação de um barco que, depois se ter rompido a corda que o amarrava ao cais, ficou à deriva em águas próximas da ilha de Hainão, a primeira zona da China a sentir o impacto do Haiyan, onde se registaram apagões e cancelamentos de voos.

O Haiyan, que perdeu força e é agora uma tempestade tropical, chegou à região autónoma chinesa de Guangxi, no sul, com ventos de até 118 quilómetros por hora, segundo a Xinhua.

Menos força à chegada ao Vietname

O tufão Haiyan chegou também esta segunda-feira ao norte do Vietname com ventos de mais de 100 quilómetros por hora, três dias após a sua passagem devastadora pelas Filipinas, onde fez milhares de mortes, informou a imprensa estatal.

O tufão entrou de madrugada nas províncias de Nam Dinh e Quang Ninh, onde se situa a Baía de Ha Long, após uma mudança de trajetória para norte enquanto cruzava o Mar da China Meridional, refere o diário Than Nien.

O Haiyan chegou com menos força ao Vietname onde, de acordo com o Centro Nacional de Previsões Meteorológicas, se irá deslocar rumo a norte a uma velocidade de 30 quilómetros por hora, com ventos de entre 62 e 88 quilómetros por hora e rajadas de até 117.

Filipinas declaram estado de emergência na cidade de Tacloban

As autoridades filipinas declararam hoje o estado de emergência na cidade de Tacloban, na ilha de Leyte, onde, de acordo com estimativas oficiais, podem ter morrido dez mil pessoas, noticia a agência Efe.

Foi também decretado o recolher obrigatório com o objetivo de travar os saques e a proliferação de outros delitos depois de a cidade se ter tornado num local «sem lei» após a passagem do tufão Haiyan na passada sexta-feira.

«As pessoas iam aos supermercados, lojas, farmácias. Basicamente levavam tudo o que podiam, porque não havia qualquer tipo de lei nem ordem e precisavam de comida e de água», contou à agência Efe Lynette Lim, que colabora com a organização Save the Children e assistiu ao caos que se verificou na cidade quando o tufão a atingiu.

Japão envia médicos para as Filipinas

O Japão anunciou esta segunda-feira o envio de equipas médias para as Filipinas para prestarem assistência aos afetados pelo devastador tufão Haiyan. «Estamos a ultimar com o Governo filipino o envio do nosso contingente de emergências hoje mesmo», afirmou o ministro porta-voz nipónico, Yoshihide Suga.

A delegação será formada por 25 especialistas, entre médicos e enfermeiras, pertencentes à Equipa Japonesa de Ajuda em caso de Desastres.

As autoridades filipinas têm trabalhado para fazer chegar a ajuda humanitária aos afetados pelo tufão Haiyan. Em Tacloban, capital da província de Leyte, o Haiyan deixou um rasto de destruição total, após golpear a cidade com rajadas de vento de até 315 quilómetros por hora e causar uma subida do nível do mar, superior a dois metros, na manhã de sexta-feira. De acordo com o superintendente Elmer Soria, a destruição abrangeu 80% das estruturas de Tacloban, para onde as autoridades destacaram tropas do Exército.

Ban Ki-moon lança apelo

Além disso, segundo indicou o porta-voz da Polícia Nacional, Reuben Theodore Sindac, foram enviados 900 agentes para aquela cidade e para Samar, depois de, este domingo, se terem registado saques generalizados.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, instou, este domingo, a comunidade internacional a continuar a mostrar a sua solidariedade para com o povo filipino face ao rasto deixado pela passagem do tufão Haiyan.

Ban Ki-moon está «extremamente preocupado» com as consequências do tufão, um dos maiores a tocar terra, que já afetou cerca de 9,5 milhões de pessoas, refere um comunicado do seu porta-vo