As vítimas do tufão Haiyan, que provocou mais de 6.200 mortos nas Filipinas, continuam a necessitar de ajuda, mais de dois meses depois da tempestade ter arrasado uma boa parte do centro do arquipélago.

O alerta foi feito pelo Gabinete de Coordenação Humanitária das Nações Unidas que salienta, através da subsecretária-geral da ONU para os assuntos humanitários, Valerie Amos, que o «nível de devastação e de necessidades humanitárias continua muito elevado».

«Estou particularmente preocupada por só conseguimos cerca de 20% dos fundos necessários para fornecer ferramentas e materiais às populações que pretendem reconstruir as suas casas», disse a mesma responsável.

Fortes chuvas na última semana fazem 34 mortos

As autoridades filipinas elevaram hoje para 34 o número de mortos na última semana devido a inundações e deslizamentos de terras provocados pelas fortes chuvas que atingem o sul do arquipélago.

Os dados do Conselho Nacional de Gestão e Redução de Risco de Desastres referem ainda 65 feridos e outras sete pessoas desaparecidas em consequência de 13 deslizamentos de terras e seis inundações registadas na região de Mindanao desde sábado devido às fortes chuvas.

No total 460.000 pessoas em 14 províncias das Filipinas foram afetadas por fortes chuvas e mais de 212.000 foram forçadas a abandonar as suas casas e estão alojadas em centros de acolhimento.

Os números do mau tempo apontam ainda para 57 estradas e 21 pontes cortadas ao trânsito e 1.300 casas total ou parcialmente danificadas.

As chuvas obrigaram ao cancelamento de dezenas de voos domésticos na última semana e mais de 7.000 passageiros de navios viram as suas viagens canceladas devido ao estado do mar.

A desflorestação, as minas ilegais, a escassez de infraestruturas e a existência de bairros de construção precária aumentam os efeitos devastadores das fortes chuvas e das frequentes tempestades que atingem o arquipélago.