Os sorrisos e a harmonia que se vê no interior através das fotografias que revelam a confraternização entre dezenas de chefes de Estado e de governo do eixo Ásia- Pacífico e que se reúnem esta quinta-feira na capital das Filipinas, Manila, para mais um encontro da APEC, contrasta com a violência e confusão no exterior.

Um cenário de batalha campal, com populares de um lado e polícia do outro. Os manifestantes trazem cartazes “anti-APEC” e “anti-EUA” e outros que reivindicam: “Abaixo a APEC, abaixo os Estados Unidos”. A polícia está armada de escudos e bastões e já recorreu a canhões de água.


Fotos: Reuters


O slogan da reunião até é “Construindo economias inclusivas, construindo um futuro melhor”, mas, do lado de fora da sala de congressos pede-se o “fim do imperialismo” norte-americano.

Um dos manifestantes, ouvido pela Associated Press, reclama que “a APEC só beneficia os países ricos, empobrecendo ainda mais os países pobres, como as Filipinas”.

Grupos étnicos, estudantes, trabalhadores, cada grupo traz a sua luta para a rua, enquanto os presidentes e primeiros-ministros acordam uma maior cooperação na luta contra o terrorismo e a condenação dos atentados de Paris. As alterações do clima e a cooperação económica também são temas discutidos, mas, apesar do barulho, não é de crer que oiçam os outros temas reivindicados pelos manifestantes na baía de Manila.