O ministro da Defesa das Filipinas declarou esta segunda-feira o fim dos combates contra os extremistas islâmicos afiliados ao grupo radical Estado Islâmico em Marawi, no sul do país, onde nos últimos cinco meses morreram mais de mil pessoas.

Anuncio o fim de todas as operações de combate em Marawi”, disse Delfin Lorenzana à imprensa, durante uma reunião de segurança com os homólogos da região. O encontro decorreu no norte de Manila.

Militares filipinos tomaram um edifício na cidade, que era controlado por grupos afiliados ao Estado Islâmico, e encontraram cerca de 40 cadáveres de homens armados no interior do prédio.

A informação foi dada à agência noticiosa Associated Press (AP) por dois militares, que pediram o anonimato por não estarem autorizados a divulgar os últimos desenvolvimento em Marawi, onde as forças do governo começaram uma retirada gradual, à medida que os confrontos diminuíram consideravelmente nos últimos dias.

No domingo, fontes militares disseram que o exército filipino estava a lutar contra uma dezena de extremistas islâmicos em Marawi, naquela que podia ser a última operação contra o Estado Islâmico na cidade, um conflito que começou há cinco meses.

O Presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, declarou na quarta-feira que a cidade de Marawi ficou livre, dois dias depois de o exército ter matado dois principais líderes rebeldes.

O conflito em Marawi matou mais de mil pessoas, incluindo 897 rebeldes, 164 soldados e 47 civis, e 395 mil deslocados, que foram alojados em acampamentos e terrenos desportivos nas aldeias próximas, de acordo com fontes oficiais.