O julgamento do austríaco Josef Fritzl, acusado de ter mantido em cativeiro e de ter violado uma filha durante 24 anos, começa esta segunda-feira, 16 de Março. Se o tribunal der como provadas as acusações, Fritzl pode ser condenado a prisão perpétua.

A primeira audiência do julgamento e a leitura da sentença serão acessíveis ao público, dependendo as restantes sessões do desenrolar do processo, explicou um porta-voz do tribunal de Saint Poelten.

Fritzl nega homicídio

Josef Fritzl, de 73 anos, reconhece que manteve a filha Elizabeth em cativeiro numa cave durante 24 anos e que da relação incestuosa que manteve com esta nasceram sete filhos.

No entanto, negou qualquer responsabilidade na morte de um dos filhos (fruto da relação com a filha) à nascença, mas reconheceu que queimou o corpo deste numa caldeira instalada na cave da casa onde viviam.

Três filhos foram educados por Fritzl e a mulher deste, mas três outros passaram a vida inteira na cave com a mãe sem ver a luz do dia até terem sido libertados em Abril de 2008.

Fechada 24 anos

Elisabeth, actualmente com 42 anos, foi fechada na cave a 29 de Agosto de 1984 quando tinha 18 anos pelo pai, que na altura afirmou que a filha tinha fugido de casa para ingressar numa seita desconhecida, versão aceite pelas autoridades.

A família, que esteve separada durante anos, reuniu-se na clínica de Amstetten-Mauer depois dos sequestrados terem sido libertados pela polícia.

Josef Fritzl, detido na prisão de Saint Poelten, começa esta segunda-feira a responder pelas acusações dos crimes de assassínio, violação, sequestro, incesto e escravidão.