O Festival Internacional de Banda Desenhada de Angoulême tem início quinta-feira, em França, mostrando o melhor desta arte, mas a 42.ª edição ficará marcada por homenagens ao jornal francês «Charlie Hebdo», alvo de um ataque no dia 7 de janeiro.

O festival contará com várias exposições, lançamentos editoriais e obras em competição, mas a direção decidiu dedicar parte da programação à liberdade de expressão e ao jornal satírico Charlie Hebdo, pela morte de dez pessoas, entre as quais cartoonistas e jornalistas da publicação.

Angoulême irá atribuir, a título excecional, um Grande Prémio especial ao Charlie Hebdo, «pelo conjunto da obra», e criou o «Prémio Charlie da liberdade de expressão», para distinguir os autores que lutem «por preservar os valores fundamentais da liberdade de expressão».

No festival estará patente uma exposição dedicada ao Charlie Hebdo e será lançado o livro «La BD est Charlie», com a participação de mais de 150 de BD e cartoonistas, entre os quais Milo Manara, Lewis Trondheim, Zep, Robert Crumb, Guy Delisle e Frederik Peteers.