Falhas no armazenamento levaram à perda de milhares de óvulos e embriões em duas clínicas de fertilidade nos Estados Unidos na última semana.

Primeiro em Cleveland, Ohio, no centro de fertilidade dos Hospitais da Universidade, onde a qualidade de mais de 2.000 óvulos e embriões congelados, destinados a Procriação Medicamente Assistida (PMA), ficou comprometida na sequência da perda de temperatura das unidades em que estavam armazenados.

Uma falha técnica que está, neste momento, sob investigação externa e que atingiu cerca de 700 famílias, de acordo com comunicado hospitalar.

Os óvulos e embriões foram, entretanto, colocados num novo tanque, mas a sua integridade não está assegurada e levanta outras questões. É que para assegurar a viabilidade deste material genético é preciso descongelá-lo e uma vez descongelado não pode voltar a ser criopreservado.

Lamentamos profundamente o que aconteceu. Estamos determinados em encontrar respostas e em trabalhar com os pacientes individualmente para responder às suas preocupações. Neste momento, não é possível aferir sobre a viabilidade de todos os óvulos e embriões armazenados, apesar de sabermos que alguns sofreram danos”, admitiu a administração hospitalar de Cleveland.

Menos comprometidos estarão os óvulos e embriões armazenados numa clínica de fertilidade de São Francisco, na Califórnia.

Também em comunicado, o Centro de Fertilidade do Pacífico explicou que uma peça da unidade de armazenamento “perdeu nitrogénio líquido durante um curto espaço de tempo”.

No entanto, no caso desta clínica, “a grande maioria dos óvulos e embriões não foram afetados”.

A clínica esclarece que logo que teve conhecimento do problema "os embriologistas de imediato transferiram os óvulos e embriões para uma nova unidade de armazenamento”.

À semelhança do que sucedeu em Cleveland, também este Centro abriu uma investigação com peritos externos para apurar o que aconteceu.