A Coreia do Norte acusou esta quarta-feira o Governo sul-coreano de «crimes contra a humanidade» e «violações dos direitos humanos» pela gestão do naufrágio do Sewol, um dia depois de o capitão e tripulação terem sido condenados a penas de prisão.

O naufrágio do ferry Sewol, que causou 304 mortos em abril, «é o resultado inevitável da política contra os direitos humanos e população» do Executivo da Coreia do Sul, afirmou o Instituto Nacional de Reunificação norte-coreano em comunicado publicado pela agência estatal KCNA para assinalar os 200 dias desde o incidente.

O organismo de Pyongyang acusou Seul de «não ter realizado uma inspeção de segurança adequada do ferry» antes de zarpar e de «fugir à responsabilidade» de resgatar as vítimas nos momentos mais cruciais do incidente.

A 16 de abril, um ferry que transportava cerca de 480 passageiros a bordo afundou-se na costa sudoeste da Coreia do Sul, matando mais de 300 pessoas.

Esta segunda-feira, o capitão do ferry sul-coreano, Lee Joon-seok, foi condenado a 36 anos de prisão pelo crime de negligência.