Pelo menos três pessoas morreram na quarta-feira num motim na mesma prisão mexicana onde há quatro meses 52 presos tinham morrido em confrontos, informaram esta quinta-feira as autoridades.

No motim de quarta-feira na prisão de Topo Chico ficaram ainda feridas 14 pessoas, incluindo quatro em estado grave, disse o secretário do interior do estado de Nuevo Leon (norte do México), Manuel Gonzalez. Nenhum dos guardas prisionais ficou ferido, acrescentou.

De acordo com a agência EFE, o mesmo responsável disse numa conferência de imprensa na noite de quarta-feira que a situação "estava sob controlo".

O confronto em fevereiro envolveu líderes rivais do cartel de drogas "Los Zetas", que lutaram pelo controlo da prisão.

Dias depois dos motins, as autoridades passaram em revista as celas e encontraram artigos de luxo, desde aquários a televisões LCD, saunas portáteis e mesmo um bar.

As prisões mexicanas têm sido afetadas por vários confrontos e fugas nos anos recentes. Em fevereiro de 2012, 44 presos morreram e outros 30 fugiram durante um motim noutra prisão do mesmo estado.

Em abril, a comissão nacional para os direitos humanos divulgou um relatório que indica que 71 prisões estatais são controladas pelos próprios presos.

O Presidente do México, Enrique Peña Nieto, prometeu reformar o sistema prisional do país depois de o barão da droga Joaquin "El Chapo" Guzman ter escapado de uma prisão de máxima segurança em julho de 2015. Guzman foi recapturado em janeiro.