Um tiroteio na cidade de Ferguson, nos EUA, provocou dois feridos, um deles encontra-se em estado grave, durante uma manifestação em memória de Michael Brown, um rapaz morto pela polícia nas ruas da cidade, o ano passado. Um dos feridos terá aberto fogo contra as autoridades.

Os protestos começaram de forma pacífica, mas houve uma escalada de violência que terminou, mais uma vez, em tragédia, repetindo o incidente do ano passado. Ao anoitecer, alguns manifestantes começaram a lançar garrafas à multidão, destruíram lojas e dois grupos rivais entraram em conflito.

Depois de as autoridades chegarem ao local, os protestantes viraram as suas atenções para a polícia, gritando “Estamos preparados para a guerra”. Vários ativistas tentaram acalmar os ânimos, falando com os agentes e com os manifestantes.

Mas as tensões agravaram-se e a polícia teve de intervir quando foram ouvidos alguns tiros. O tiroteio teve início quando o chefe da polícia de Ferguson, Andre Anderson, estava a ser entrevistado.




O tiroteio entre os manifestantes e os agentes acabou por ferir gravemente um dos homens que disparava contra as autoridades.

O homem foi hospitalizado e está em estado crítico.

Alguns polícias sofreram ferimentos ligeiros. Um deles foi tratado depois de ter sido atingido na cara com um tijolo.

A marcha servia para relembrar Michael Brown, um jovem negro que foi morto por um polícia branco, sem motivo aparente. O responsável, Darren Wilson, nunca foi julgado pelo crime, o que adensou as tensões raciais nos EUA. A Porcuradoria-Geral norte-americana considerou-o inocenete e que a intervenção foi justificada, apesar de ter encontrado provas de abuso de autoridade pela polícia de Ferguson.