A polícia federal dos Estados Unidos (FBI) reviu esta segunda-feira de 50 para 49 o número de mortos no massacre em Orlando, explicando que o atirador foi contabilizado no balanço oficial das autoridades.

Penso que foi incluído no balanço, num determinado nomento, o atirador. Nós não incluímos o atirador como vítima", disse Paul Wysopal, o agente do FBI encarregado da investigação, numa conferência de imprensa.

O atirador foi morto pela polícia quando entrou em confronto com os agentes da autoridade.

O tiroteio deste domingo, em Orlando, nos Estados Unidos, foi já considerado o pior da história do país. Ao todo, morreram 50 pessoas e 53 ficaram feridas, algumas delas com gravidade.

A maioria das vítimas já foi identificada. Os dados sobre os mortos estão a ser permanentemente atualizados num site criado pela autarquia especificamente para o efeito. 

Sobreviventes da tragédia fazem relatos emocionantes do que se passou dentro da discoteca. Christopher conta que o espaço era grande e estava dividido por três ambientes diferentes. Depois de ter saído do edifício, ainda ouviu mais disparos lá dentro. “Vi corpos por todo a parte. No estacionamento, os feridos eram marcados com cores diferentes, para os paramédicos saberem quem ajudar primeiro. Havia sangue por todo lado”, acrescentou.

Omar Saddiqui Mateen tinha 29 anos e era segurança privado. É apontado pelas autoridades como sendo o atirador que provocou pelo menos 50 mortos, incluindo o próprio Omar, numa discoteca gay de Orlando, na Florida, Estados Unidos.

De acordo com os meios de comunicação norte-americanos, o homem era um dos milhares de cidadãos acompanhados de perto pelo FBI, por causa das suas ligações ao extremismo islâmico. 

O pai do jovem recusa a ideia de ligações ao extremismo islâmico. Defende que o filho como "um homem bom e educado". Num vídeo postado no Facebook, Seddique Mateen afirma estar de luto pela chacina que deixou 49 vítimas inocentes. 

Estou profundamente triste e anunciei isso ao povo dos Estados Unidos", afirma Seddique no vídeo de três minutos.

Cabe a Deus punir os homossexuais. Não corresponde a seus servos."

Já a ex-mulher de Omar Mateen relata uma união de maus tratos e abusos permanentes. A jovem esteve casada com Omar apenas quatro meses, o suficiente para perceber que “era uma pessoa instável”.