O inquérito policial ao caso da violação coletiva de uma jovem de 16 anos, numa favela do Rio de Janeiro, terminou com sete pessoas indiciadas: cinco pela prática de violação (incluindo um menor de 17 anos) e duas por divulgar as imagens do crime nas redes sociais.

A adolescente foi violada a 22 de Maio, no Morro da Barão, Zona Oeste do Rio de Janeiro, por 33 homens.

De acordo com a revista Veja, os acusados da violação incorrem numa pena máxima de 15 anos de prisão. Já para divulgação e produção de imagens são oito e seis anos de detenção, respetivamente.

violação coletiva ocorreu depois de a jovem se ter encontrado com o namorado numa favela durante a madrugada. De acordo com o depoimento que prestou à polícia, a vítima só se lembra de acordar no dia seguinte, dopada e nua, numa casa no Morro da Barão, cercada por 33 homens armados com metralhadoras e pistolas.

"Trabalhamos com provas técnicas, e provamos a participação de sete, mas não descartamos o depoimento da vítima. Temos prazo para conclusão do inquérito e esses envolvidos estão indiciados. Se houver novos factos, [outros] serão indiciados também", afirmou a delegada Cristiana Honorato Bento à Veja.

A vítima não apresentou queixa à polícia nem procurou assistência médica logo depois do ocorrido. Foi o vídeo publicado em redes sociais pelos violadores da jovem que revelaram o caso.