Pelo menos sete pessoas morreram, este sábado, em confrontos entre polícias e alegados traficantes de droga numa favela no Rio de Janeiro, cidade brasileira que está sob forte intervenção policial há cerca de um mês.

De acordo com uma publicação da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro na rede social Twitter, o incidente ocorreu na favela da Rocinha, localizada junto aos bairros turísticos de Ipanema e do Leblon, e começou quando um grupo de agentes, que patrulhava a zona, foi atacado a tiro pelos presumíveis traficantes de droga.

“Sete criminosos feridos foram socorridos no hospital [municipal] Miguel Couto, mas não resistiram aos ferimentos”, informou a força de segurança, através da sua conta no Twitter.

Há cerca de uma hora, a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro falava em seis mortos numa outra publicação.

Durante a operação, a polícia apreendeu uma espingarda, duas granadas e sete pistolas, adianta a publicação mais recente.

O caso será agora tratado pelo departamento de homicídios daquela força de segurança.

Cinquenta e uma pessoas, entre as quais suspeitos de crimes, polícias e uma turista, morreram na favela da Rocinha, desde setembro de 2017 até hoje, segundo um balanço feito este sábado pela Polícia Militar daquele estado brasileiro.

Num comunicado oficial publicado no seu ‘site’ após os desacatos, a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro indica que as sete mortes deste domingo se enquadram num total de 51 desde o arranque da ação desta força de segurança no local, 48 das quais de suspeitos de crimes, duas de polícias e uma de uma turista espanhola.

Esta atuação da Polícia Militar começou em 18 de setembro passado e, até às 11:20 de hoje (hora do Rio de Janeiro, 14:20 em Lisboa), registou também um total de 19 feridos, dos quais 11 são moradores e oito polícias.

Houve ainda 105 presos, 22 detenções de menores e várias apreensões, entre as quais de artefactos explosivos (69), pistolas (66), espingardas (38) e de duas toneladas de droga.

Desde o final dos Jogos Olímpicos de 2016, o Rio de Janeiro tem sofrido um agravamento da violência, situação que piorou devido à crise económica. Por essa razão, as autoridades também ficaram com dificuldades em manter equipamentos de segurança e em pagar os salários dos agentes.

Mais recentemente, no final de fevereiro deste ano, o Presidente brasileiro, Michel Temer, assinou um decreto que passou a segurança pública do Estado para as mãos do Exército, dando origem a uma intervenção federal no Rio de Janeiro.

 

 

 

 

 

O Rio de Janeiro vive uma intervenção federal na área de segurança pública desde o final de fevereiro, quando o Presidente Michel Temer assinou um decreto que passou a segurança pública do Estado para as mãos do Exército.

Desde o final das Olimpíadas de 2016, o Rio de Janeiro tem sofrido com o agravamento da violência, situação que piorou devido à crise económica, o que fez com que as autoridades locais tivessem dificuldade em manter equipamentos de segurança e em pagar os salários dos agentes policiais.