Uma família da Indonésia, da província de Aceh, reuniu-se pela primeira vez em 10 anos, depois de o filho que permanecia desaparecido desde o tsunami de 26 de Dezembro de 2004, ter sido encontrado.

Até ao início do mês, Jamiliah e Septi Rangkuti não sabiam do paradeiro dos filhos, Raudhatul Jannah e Arif Pratama, que desapareceram com quatro e sete anos respetivamente.



A filha, agora com 14 anos, foi encontrada no início do mês, depois de ter sido reconhecida pelo tio numa aldeia vizinha.

Agora, Jamiliah e Septi Rangkuti encontraram o segundo filho que estava desaparecido.

Arif Pratama, de 17 anos, regressou para junto dos pais e da irmã, depois de ter sido encontrado na pequena aldeia de Payakumbuh, na ilha de Sumatra.

«Sim, é verdade, este é o nosso filho, estamos agora a prepararmo-nos para trazê-lo para casa», declarou Septi Rangkuti à Agência France Press.

Desde a tragédia que separou a família, Arif Pratama viveu na aldeia como um sem abrigo, dormindo em lojas ou mercados abandonados.

Lana Bestari e Fajri Windu, proprietários de um café em Payakumbuh, deixaram o adolescente dormir no exterior da loja durante meses, dando-lhe comida e roupa. O rapaz tinha dito apenas que vinha da cidade de Medan, mas sem precisar como tinha chegado à aldeia.

Foi quando o casal viu a sua fotografia na televisão que o reconheceu como o adolescente desaparecido de Aceh e contataram os seus pais.

«Rezei todas as noites, porque no meu coração, eu sempre soube que meu filho estava vivo», afirmou a mãe, emocionada, aos jornalistas.

Antes do tsunami, a família vivia em Aceh, na região oeste da ilha de Sumatra, a mais devastada pelo tsunami que matou mais de 230 mil pessoas e destruiu aldeias inteiras, cerca de 170 mil na Indonésia.