Um homem abriu fogo esta quinta-feira, no Palácio da Justiça de Milão, em Itália. Do tiroteio resultaram três mortos, um deles um juiz, segundo a imprensa italiana. O atirador fugiu de mota, mas foi apanhado e detido. Terá entrado no tribunal vestido de fato e gravata com uma identificação falsa de advogado, o que impediu que fosse revistado. 

O atirador é um réu acusado de falência fraudulenta. Disparou dentro da sala de audiências, pelas 11:00 da manhã (10:00 em Lisboa) e, depois, foi até à sala do juiz Fernando Ciampi, baleando-o até à morte. 
 
O «Corriere della Serra» e o «La Repubblica» falam em três mortos, entre os quais o juiz e um advogado, e dois feridos, um deles em estado grave. O atirador chama-se Claudio Giardiello e tem 57 anos.

Outra das pessoas que faleceram é Alberto Lorenzo Claris Appiani, o seu próprio advogado, que foi baleado no coração, depois de alegadamente ter recusado defender mais aquele que viria a ser o seu assassino. A outra vítima é o co-réu, o próprio sócio com quem tinha um negócio imobiliário que foi à falência. Segundo disse à polícia quando foi detido queria «vingar-se daqueles que o arruinaram». 

Duas outras pessoas ficaram feridas, também réus no julgamento em curso. A imprensa itailana diz que são o sobrinho e o tio do atirador, um deles em estado grave. 

Houve grande aparato no local. O som de tiros provocou o pânico entre quem estava no edifício, que acabou por ser evacuado. 

A caça ao homem começou lá dentro e durou mais de uma hora, com o homem barricado no terceiro andar. Acabou por conseguir fugir, mas por pouco tempo. Foi apanhado, em Vimercate, Brianza, a 30 quilómetros de Milão, quando tentava fugir de mota.

O ministro do Interior italiano confirmou a detenção no Twitter. 
 

Mais tarde, o ministro do Interior explicou que quando foi detido, o atirador estava pronto para matar mais gente.