O grupo extremista sunita do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) assumiu o controlo de uma antiga fábrica de armas químicas do regime de Saddam Hussein, revelaram fontes norte-americanas na quinta-feira.

«Temos conhecimento que o EIIL ocupou o complexo Al Muthanna», disse a porta-voz do departamento de Estado, Jen Psaki, em comunicado.

A mesma responsável salientou, contudo, não acreditar que o EIIL esteja habilitado para produzir armas químicas, até porque todo o equipamento que possa existir no complexo é antigo ou está inutilizado.

Esta sexta-feira, o Governo australiano enviou um pequeno contingente de soldados para o Iraque para reforçar a segurança em torno da sua embaixada de Bagdade, revelaram fontes oficiais.

O porta-voz do ministro da Defesa confirmou o envio de tropas para o Iraque, decisão que foi tomada após os Estados Unidos terem enviado 275 soldados para protegerem também as suas instalações diplomáticas na capital iraquiana.

O destacamento é formado por cerca cinco elementos de ligação que vão atuar em coordenação com as forças norte-americanas, explica o diário «Sydney Morning Herlad» que esta semana revelou que a Austrália planeava o envio de elementos das suas forças especiais para Bagdade.

Os EUA anunciaram ainda o envio de cerca de 300 consultores militares para o Iraque, de modo a auxiliarem as autoridades locais no combate à insurreição sunita que abala o país, mas Barack Obama garante que as tropas americanas não vão voltar ao terreno e que a ação militar no Iraque será «cirúrgica», visando «alvos previamente identificados».

Combatentes do grupo extremista sunita Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) lançaram a 10 de junho uma ofensiva contra várias cidades iraquianas, controlando nomeadamente a segunda cidade do país, Mossul.