A Rússia vai exumar os restos mortais do czar Alexandre III, a pedido da Igreja Ortodoxa. Este é um último esforço da investigação sobre o assassinato do filho, Nicolau II, último imperador do país, bem como da sua família, refere a AFP.

A investigação vai tentar agora provar se os restos que se atribuem a Alexei e Maria, dois dos cinco filhos do czar Nicolau II, são genuínos e podem ser sepultados em São Petersburgo. Os restos mortais foram descobertos em 2007, perto dos outros cinco membros da família imperial, que já tinham sido encontrados anteriormente.

A investigação tem encontrado alguns entraves por causa do cetismo da Igreja Ortodoxa russa. Apesar dos cientistas internacionais terem realizado vários testes ADN  que provam a autenticidade de todos os restos mortais dos Romanov, a Igreja não reconhece a identidade dos restos mortais de Alexei e Maria.

Os sete membros da família, incluindo Alexandra, mulher de Nicolau, foram mortos pelos bolcheviques em 1918. Os corpos foram atirados para uma mina, tendo sido posteriormente queimados com ácido e enterrados.

A dinastia Romanov governou a Rússia durante 300 anos até Nicolau II ter abdicado em 1917, após a revolução russa.