O número de mortos devido às explosões na cidade chinesa de Tianjin subiu hoje para 114, após terem sido encontrados dois novos cadáveres, numa altura em que 70 pessoas continuam desaparecidas e 700 estão feridas.

Apenas 54 corpos foram, até agora, identificados, de acordo com Gong Jiansheng, responsável pelo departamento de imprensa de Tianjin, citado pela agência Xinhua.

As autoridades da cidade do norte da China asseguraram hoje que as atividades portuárias voltaram à normalidade após quatro dias de suspensão.

Imprensa oficial chinesa critica resposta dos dirigentes de Tianjin às explosões


A imprensa estatal chinesa critica hoje fortemente os responsáveis da cidade portuária de Tianjin, acusando-os de falta de transparência no caso das explosões na zona industrial da cidade que causaram a morte de, pelo menos, 114 pessoas.

As autoridades chinesas têm limitado as críticas à gestão do desastre, suspendendo ou encerrando dezenas de páginas na Internet ou contas em redes sociais.

No entanto, a imprensa estatal condena hoje os dirigentes locais por falta de transparência, dizendo que a sua atitude tem um reflexo negativo no Governo central.
 

Revelada ligação entre empresa de armazéns e governo local


A revista económica chinesa Caijing escreve hoje que quem realmente controla a empresa proprietária do terminal de contentores do porto de Tianjin, em que se registaram fortes explosões, é o filho de um antigo alto dirigente do governo local.

Apesar de o titular oficial da empresa Ruihai International Logistics ser Zhi Feng e os principais acionistas pessoas com o nome Li Liang e Shu Zheng, com 55% e 45% das ações, respetivamente, quem “realmente controla” a empresa é Dong Mengmeng, diz a revista.

A publicação indica que Dong é o filho do ex-diretor do Gabinete de Segurança Pública do Porto de Tianjin, onde fica o terminal de depósitos.