O Ministério de Segurança Pública da China confirmou hoje que o armazém no porto da cidade de Tianjin, onde na passada quarta-feira se deram enormes explosões, continha pelo menos 3.000 toneladas de cerca de 40 produtos químicos perigosos.

Em declarações reproduzidas hoje pela emissora pública CCTV, o subdiretor do departamento de bombeiros do Ministério de Segurança Pública, Niu Yueguang, explicou que, dado que o armazém ficou destruído, ainda não foi possível averiguar as quantidades exatas que continha.

Entre estas 3.000 toneladas, 800 eram de nitrato de amónio, 700 de cianeto de sódio e outras 500 de nitrato de potássio, detalhou Niu.
 

Suspeitas de corrupção


Vários funcionários de nível médio de Binhai, a zona portuária da cidade chinesa de Tianjin onde vários contentores explodiram na passada quarta-feira, estão a ser investigados por suspeitas de terem recebido subornos.

A informação foi divulgada pelo jornal oficial Diário do Povo, ligado ao Partido Comunista, através da sua conta de Twitter, não especificando a identidade dos investigados.

O presidente e o vice-presidente da empresa Ruihai International Logistics, proprietária do terminal de contentores em que se deram as explosões, foram também detidos, juntamente com outros executivos da empresa.

As explosões causaram, pelo menos, 114 mortos e dezenas de desaparecidos.

Mais de 100 soldados do exército chinês e membros das equipas de resgate que trabalham na zona homenagearam hoje as vítimas da tragédia, numa altura em que se teme que as chuvas previstas para hoje possam fazer dispersar o cianeto de sódio que estava armazenado nos contentores, danificados pelas explosões.