A polícia tailandesa afirmou este domingo que “sabe quem está por trás” das explosões que ocorreram em zonas turísticas no sul do país e que causaram a morte de quatro pessoas.

Até ao momento, ninguém reivindicou responsabilidade pelas 11 explosões e vários casos de fogo posto que atingiram áreas turísticas na passada semana, Além das vítimas mortais há registo de dezenas de feridos, incluindo turistas.

As explosões atingiram resorts turísticos durante um fim de semana prolongado, em locais como a cidade costeira de Hua Hin e a ilha de Phuket.

As nossas investigações estão a progredir. Sabemos quem está por detrás" das explosões", disse à AFP o porta-voz adjunto da polícia, Piyapan Pingmuang. "Reafirmo que se tratou de um ato de sabotagem local, não de terrorismo. Não temos terrorismo na Tailândia", completou.

Entretanto, a polícia tailandesa deteve um suspeito. Prepara-se ainda para interrogar alguns ativistas. As autoridades acrescentaram que conseguiram localizar três telemóveis alegadamente usados nos atentados.

Dezenas de milhares de comentários surgiram, este fim de semana, nas redes sociais, responsabilizando o ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra e o seu partido Puea Thai, segundo o jornal The Nation.

O primeiro-ministro e líder da junta militar que governa o país desde 2014, o general Prayut Chan-ocha, afirmou na sexta-feira que as bombas eram da responsabilidade de “gente má” com interesses políticos, apontando para Thaksin Shinawatra, sem o nomear.

As autoridades tailandesas não indicaram qual o possível motivo por detrás dos ataques, mas dirigentes desvalorizaram a possibilidade de serem da autoria dos rebeldes muçulmanos que há muito combatem as forças governamentais no sul do país.