O líder da junta militar tailandesa, Prayut Chan-O-Cha, afirmou, esta terça-feira,  que as autoridades procuram um “suspeito”, que aparece nas gravações das câmaras de videovigilância, no local, em Banguecoque, onde explodiu a bomba.

“Hoje há um suspeito, que aparece nas câmaras de videovigilância, mas não é muito claro (…) Estamos à procura dele”, disse Prayut Chan-O-Cha, acrescentando que se acredita que este suspeito pertença a um “grupo anti-governo com sede no nordeste da Tailândia”, o bastião do grupo da oposição ‘Camisas Vermelhas’.


Prayut Chan-O-Cha, disse ainda que o atentado à bomba em Banguecoque foi o ataque mais significativo no país, com o número de mortos a chegar hoje aos 22.

Prayut, que é também primeiro-ministro, disse que a explosão da bomba num templo no centro da capital, muito frequentado por tailandeses e turistas, foi “o pior ataque de sempre” no país.
 

Nove estrangeiros entre os mortos


O número de mortos na sequência da explosão de segunda-feira na capital tailandesa subiu hoje para 22, dois turistas de Hong Kong, informaram as autoridades.
 

“O objetivo era que a bomba matasse o maior número de pessoas possível, já que o templo está cheio entre as 18:00 e as 19:00”, disse à AFP o porta-voz da polícia Prawut Thavornsiri, acrescentado que 123 pessoas ficaram feridas.


A polícia tailandesa informou entretanto, escreve a Reuters, que nove estrangeiros morreram na explosão. Entre as vítimas mortais estrangeiras duas vinham da China, duas de Hong Kong, duas da Malásia, uma da Indonésia, uma de Singapura e outra das Filipinas. Foram também confirmadas as identidades de cinco tailandeses.

Uma das vítimas de Hong Kong tinha nacionalidade britânica, informou o ministro dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido, Philip Hammond.

O chefe da diplomacia britânico qualificou de “cruel” o ataque “contra pessoas inocentes” e instou os cidadãos do Reino Unido na Tailândia a consultarem a página do ministério na Internet e a “terem muito cuidado”.

“Posso confirmar que uma cidadã britânica residente em Hong Kong morreu no atentado de ontem (segunda-feira). A embaixada do Reino Unido na Tailândia está a dar assistência à sua família nestes momentos tão difíceis. Os meus pensamentos estão com as vítimas, as suas famílias e toda a população da Tailândia”, disse Hammond.