Enquanto a veracidade de um novo vídeo com decapitações, atribuído ao Estado Islâmico, é apurada, esta segunda-feira, pelas autoridades britânicas, o primeiro-ministro, David Cameron, fez saber que o considera um “ato desesperado” de “uma organização que está a perder terreno”.

O primeiro-ministro britânico adiantou que “o Reino Unido nunca se vai render a este terrorismo. Os nossos valores são muito mais fortes do que os deles”, cita a AFP. 


Durante dez minutos e com sotaque aparentemente britânico, um homem ameaça David Cameron e revela que o Reino Unido é um alvo de ataques terroristas. No vídeo, divulgado no domingo, David Cameron é chamado de “escravo da Casa Branca” e é feita uma ameaça direta aos ingleses:

“Vamos continuar com a vaga jihadista, ultrapassar fronteiras e, um dia, invadir a vossa terra e impor a lei da Sharia”.

Ao que David Cameron responde a esta ameaça com uma garantia, dizendo que “pode levar muito tempo, mas vamos derrotá-los".


Palavras ditas de arma na mão e onde é mostrada a execução de cinco pessoas que, segundo o homem de sotaque britânico, seriam espiões ao serviço do Reino Unido.

Depois das mortes, uma criança, de cara tapada, com vestes de tipo militar, e que não aparente ter mais de cinco anos, de acordo com a Reuters, também instiga à morte daqueles “que não acreditam”.

A autenticidade do vídeo, saber se provém mesmo do Estado Islâmico, se o sotaque britânico é verdadeiro, a localização das filmagens e a identidade das vítimas, são todos aspetos que estão a ser analisados pelos serviços secretos.



Não é a primeira vez que o Reino Unido se vê confrontado com vídeos de decapitações alegadamente levadas a cabo por britânicos. Jihadi John tornou-se o mais conhecido. Os Estados Unidos anunciaram, em novembro, a morte de Mohammed Emwazi, mais conhecido como Jihad John, na Síria. O homem que protagoniza este vídeo não se parece fisicamente com Jihad John, mas tem em comum o sotaque britânico.

A Reuters recorda que, fontes oficiais, divulgaram, no final de 2015, que mais de 800 britânicos viajaram para a Síria e para o Iraque, muito deles para se juntarem ao Estado Islâmico.